Publicado por: zeducarvalho | maio 21, 2008

Aventura peruana

Nao estou conseguindo postar no blog com frequencia porque requer tempo e dinheiro, mas passei por uma situacao ao chegar em Cusco (Peru) que vale a pena ser compartilhada…

Cheguei quarta-feira passada, em Cusco, depois de quatro dias de viagem. Era pra ser menos, mas…
Sai de Santiago do Chile até Cusco de ônibus. Só paisagens cinematográficas, principalmente no trajeto entre Tacna, fronteira do Peru, e Arequipa, cidade peruana que abriga o deserto de nazca. Tenho imagens e vídeos. Em breve, vou colocar no ar.

Até Arequipa, tudo bem. Nao consegui dormir de tao babao que fiquei no percurso. Eh inacreditavel de tao bonito. Em Arequipa, sob a sombra de alguns vulcoes adormecidos que ficam no entorno da cidade, fiquei aguardando na rodoviaria o onibus para Cusco. No Peru, a maioria das viagens sao cheia de surpresas, sejam boas ou nao…

O fato eh que minha viagem para Cusco estava programada em 12h (média). Seriam 12h se tudo ocoresse bem, mas… Todos os ônibus que estavam indo para Cusco foram interditados por pobres camponeses peruanos em plena madrugada. “Viva el paro! 48h”. Estava escrito em alguns onibus quando acordei, por volta das 6h da manha.

Resisti para acordar quando o onibus foi bloqueado. Achava que nao era  nada de mais e que tudo seria resolvido. Os camponeses sacudiam os onibus e gritavam pedindo para que os passageiros saíssem. Achei que estavam pedindo apoio para alguma manifestacao. Voltava a dormir.

Mas isso foi o de menos. Passageiros feridos e tentativas de saqueamento das malas foram algumas das consequencias que testemunhei no conflito entre camponeses e passageiros. A polícia? Nem sinal. Ninguém contava com ela para ajudar, todos estavam se conformando em ficar 48h no onibus. Menos eu. Precisava encontrar minha amiga em Cusco, ela estava há dias me esperando.

Fui andando pela estrada com um amigo de Arequipa que conheci no onibus e depois de 2h peguei carona em um caminhao com milhares de peruanos. Foi sensacional, apesar do susto. Consegui tirar duas fotos da manifestacao. Na terceira, uma camponesa veio atras de mim gritando 0iekmadmkadmlñdlslsls. Entrei no onibus correndo e demorei para sair. Coisas do Peru. Beleza e probreza, apesar da rima, constrastam de maneira intensa no país.

Publicado por: zeducarvalho | maio 16, 2008

Parada em Santiago

Desembarquei em Santiago, capital do Chile, para pegar o onibus para Cusco (Peru). Ainda no aviao, uma vista sensacional da Cordilheira dos Andes. Nunca vi uma cidade tao desenvolvida, planejada e organizada. Coisa de primeiro mundo! Fiquei impressionado. Porém, tudo é muito caro, o custo de vida é muito alto. Retornarei a Santiago na volta para o Uruguai, para pegar o aviao para Sao Paulo.

O onibus para Arica, perto da fronteira com o Peru, saiu a noite de Santiago. Foram duas noites e um dia de viagem pelo litoral chileno, a beira de despenhadeiros. A noite, parecia filme de terror. Colocava a cabeca para fora da janela do onibus e me deparava com o mar, bastante agitadado, se debatendo nas pedras. Melhor voltar a dormir.

Publicado por: zeducarvalho | maio 9, 2008

Cabaré argentino

Tudo corria bem. Navegava entre os labirintos do Centro Cultural Jorge Luis Borges, todos muito bem instalados, abarcando varias linguagens artisticas. Pinturas com variadas técnicas, teatro, cinema, exposicoes, e até uma jornada de debates sobre política latino-americana, eram algumas das opcoes do Centro Borges, acoplado a uma galeria de lojas mais hypes, com roupas de marca e cafés. Na saída, percorria uma das transversais da artéria cultural de Buenos Aires, a Avenida Corrientes, quando fui surpreendido por um entregador de cartoes. Até, entao, tudo bem… Em Buenos Aires uma das ocupacoes para a classe de baixa renda é distribuir cartoes de lojas e cabarés. Sim, no meu caso foi de um cabaré. Já tinha recebido milahres na rua, nao tinha interesse nenhum em ir ao cabaré, apenas um pouco de curiosidade para saber o que eles falavam. Quando fui abordado pelo sujeito pálido, baixo e falante, ele disse, em espanhol:

– Ola! Quer um cartao?

Nao, respondi.

– Tem amigos?

Sim, claro!     Disse.

– Ah! É brasileiro?

– Sim!

– Eu falo portugues. Se tem amigos, vou carimbar esse cartao para voce. Com ele voce tem descontos!

– Tá, pode ser… Mas nao posso agora, nao tenho tempo! Tenho que ir, disse, apressado.

 

Sem conta conversa, ele me puxou até um bar em frente ao lugar que estavamos. Eu estava prestes a atravessar uma movimentada rua, fluxo intenso típico dos grandes centros urbanos. Resolvi chegar até a porta do bar, que era muito pequena e tinha um pano na frente, mas me recusei a entrar. O rapaz insistiu tanto, disse que o carimbo era rápido, mas que precisavam me ver para eu ganhar o desconto. Me identifiquei como Carlos. Uma mulher, quase despida para um final de tarde de frio, veio em minha direcao. Uma roupa fluorescente, iluminada na luz negra, um rosto que aparentava 37 anos, e cabelos negros. Era tudo que conseguia enxergar.

– Ola! Como é o seu nome? Disse a moca, muito animada…

– Carlos.   Respondi, timidamente, completando que nao tinha mais tempo para ficar ali, estava com pressa.

– O cartao já esta descendo com o carimbo. Pode sentar ali, por enquanto.                Apontando para um sofá vintage, pele de vaca.

– No, gracias. Quiero ficar arriba! No tieno tiempo!        Mas, pela insistencia, resolvi sentar. Nao sabia o quanto iria me custar, achei que nao custava nada.

Já com uma de sua pernas sobre as minhas, com os seios impostados praticamente em minha casa, a moca, que nao me recordo o nome, disse:

– Se quer massagem, sexo ou qualquer outra coisa, nao precisa pagar pelas chicas (mulheres). Paga apenas uma bebida pra gente, sim? O que quer?

– Nao quero nada, preciso ir embora, estou esperando o cartao para meus amigos. Nao tenho tempo agora, deixamos pra depois. Respondi, sem graca, desajeitado com as insinuacoes…

– Tudo bem…     Logo chegou uma mulher, falando pelos cotovelos, com tres bebidas iluminadas pela luz negra.

Isso deve bater uma onda… Capaz eu nao lembrar de nada depois, pensei.

– Nao, nao quero beber, gracias.   Disse.

Quando consegui me levantar, já me sentindo sufocado com a chica falando em meu ouvido, disse que nao ia esperar mais nada, que tinha pressa etc. Mil desculpas!

Imediatamente, outra mulher apareceu nao sei de onde – talvez estivesse atrás do balcao – dizendo que eu tinha que pagar, com a mao prontamente estendida. As outras duas, a essa altura, já estavam ao seu lado, olhando pra mim com cara de bad girls.

– Nao, nao vou pagar nada. Nao consumi nada, disse.

– Tem que pagar sim. Estava conversando com a moca e tem bebidas.

A outra, que chegou oferecendo as bebidas, apontou para um aviso ao lado do sofa, que dizia: consumicion obrigatoria.

(Claro, nao me pediram para sentar ali por acaso. Nada é por acaso, né?)

Expliquei inumeras vezes que nao sabia que era um cabaré e que tinha entrado para pegar um cartao. Pagava o preco de minha curiosidade. Nao tenho amigos em Buenos Aires, muito menos cinco, a quantidade que inventei… As tres mulheres nao se moviam, apesar de eu tentar atravessa-las para tentar ir embora. Depois de eu gritar muito, ameacar chamar a policia e tudo que vinha em minha cabeca, aparecer um cara alto, magro, dizendo que eu tinha que pagar. Só conseguia ver sua careca branca e seu piercing fluoro na boca. Quando fui explicar, ele disse que já tinha dito a mesma coisa 35x. Acredite! Ainda disse que tudo estava filmado, que “la chica” estava em meu colo… Quandoa me dei por vencido, nao tinha mais argumentos e nem conseguia sair, comecei a empurar com forca “las chicas”, mas o grandao disse que eu nao poderia agredi-las, e que ainda dava tempo escolher uma delas.

– Tire elas de minha frente ou eu faco uma besteira!  Disse, gritando, muito nervoso.

Duas saíram e a outra ficou mais adiante para interceptar meu caminho.

Consegui sair, pois já tinha pago 50 pesos, e elas ainda ficaram gritando, dizendo:

– Hijo de puta, tu ainda deves 60 pesos da bebida….

Saí do cabaré “Curvas bar” espumando de raiva. Procurei o maldito entregador de cartoes, mas nao o encontrei. Outros me olhavam como se eu tivesse desfrutado “las chicas” de las “Curvas”…

Publicado por: zeducarvalho | maio 7, 2008

Buenos Aires: um pedaco da Europa na America

Essa historia de Buenos Aires parecer com cidades européias nao é a toa, obviamente. Mas, apenas quando conhecemos o local, de fato, eh que temos ideia do que isso significa. Esse pedaco da Europa na America foi erguido por burgueses europeus, tanto na colonizacao espanhola, como na imigracao italiana,  ja no inicio do sec. XX.  

O sangue latino misturado aos costumes europeus compoem uma Buenos Aires que consegue preservar suas raizes sem deixar de ser moderna, cosmopolita e urbana. Toda a estrutura, muito grande e planejada, foi construida nas decadas de 40/50/60. De la pra ca, nada demais, parou no tempo. Buenos Aires transpira contemporaneidade, com alma de aristocracia falida.

Navegar pelas ruas de Buenas Aires, mesmo que se perdendo, eh o segredo para descobrir as peculiaridades da cidade. A dica eh se deixar levar pelo imenso fluxo de pessoas que ocupam suas ruas, avenidas, pracas e becos. O metro custa 90 centavos, mas quando nao somos escravos do tempo, nada melhor do que caminhar sem olhar para o relogio. De repente, em uma dessas navegacoes sem destino, desembocamos em um cafe de esquina, com pessoas conversando sobre politica ou futebol, fumaca de cigarro e deliciosas empanadas de carne. null

Na Plaza de Maio, onde as mulheres desconsoladas choravam por seus filhos no periodo ditatorial, visitei a Casa Rosada, sede do governo argentino. Ainda nos arredores da 9 de julio, uma dad principais arterias de Buenos Aires e uma das avenidas mais largas do mundo, arquiteturas megalomanicas toma as ruas de ponta a ponta. Buenos Aires foi feita para impressionar, foi construida para suprir os europes que aqui viveram com as mesmas vantagens da Europa.
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A Avenida Corrientes, ao lado do meu Hostell, exalta a cultura. Perdi a nocao da quantidade de teatros, cinemas, livrarias, sebos e jojas de vinil, CD e DVD.  Uma ao lado da outra, praticamente. Nao sei da qualidade, mas com relacao a quantidade, os argentinos estao bem servidos. Isso torna Buenos Aites um dos principais centros culturais da America Latina. Quinta. 1h da manha. Av. Corrientes. Varias livrarias e sebos abertos. Isso eh Buenos Aires. Nao importa o horario, a cidade pulsa, respira, nao para.

Publicado por: zeducarvalho | maio 7, 2008

Buenos Aires… Ah! Buenos Aires!

Chegar na cidade de Colonia, no final da tarde, depois de 3 horas dentro do onibus – dormindo, é claro – nao poderia ser melhor. O sol ia se despedindo no horizonte enquanto o ferry-boat de luxo do Buquebus comecava a se preparar rumo a Buenos Aires. O por-do-sol, em cada canto do mundo, tem valor, seu encanto. Em colonia, foi fenomenal. Um laranja mais denso, com cor de fogo, predominou por alguns minutos.

Nao tive como deixar de comparar o ferry-boat baiano com o ferry-boat uruguaio-argentino. Como dizem que a Argentina imita a Europa, ao entrar no ferry-boat ja comecei a ter essa impressao. Conseguiram transformar o espaco interno em uma mini-navio de luxo. Muito confortavel, ele tinha ate espacos diferentes, separados por classe (turistica, comum, vip, etc). Nada mal. Apesar das tres horas de viagem, o clima dentro do ferry-boat gringo lembrava aqueles navios de ferias da sessao da tarde. gente bebendo, jogando baralho, ouvindo som, mexendo no lap-top, e por ai vai… Para completar, a bela vista de Buenos Aires meia-hora antes de atracar no Puerto Madera.null
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Depois de fazer o check-in na saída do Buquebus, a pessoa mais esquecida do mundo, encantada com o percurso da viagem, nao tinha se dado conta que nao tinha sacado pesos argentinos, ou seja, nao tinha dinheiro para sair do Puerto Madera. Foi salvo por R$20 perdidos na carteira, com direito a parada no banco para sacar pesos, antes de ser entregue na porta do La Rocca Hostel, localizado na Av. Callao.

O taxista, muito simpático, fez questao de incorporar o papel de guia turistico e me apresentou varios pontos turisticos durante on trajeto, que nao demorou muito, foram cerca de 15 minutos.
Plaza de Maio, Casa Rosa, Casarao x, igreja y… Nem conseguia entender os nomes na rapida maneira de falar casteliano do taxista, ou melhor, do guia. Estava encantando com a arquitetura da regiao. Realmente, parece a Europa. Os tracos da colonizacao sao evidentes nao apenas arquitetura, mas tambem na maneira de “ser argentino”.

Publicado por: zeducarvalho | maio 5, 2008

Monologos de la marijuana

Cartazes espalhados em Montevideo. O marketing deu certo.Enquanto no Brasil a Marcha da Maconha foi liberada apenas em Porto Alegre, no Uruguai a “erva de jah” eh praticamente legalizada. Acompanhado de um chimarrao, entao… Huuuummm pessoas fumando em praca publica, em qualquer horario, sem o menor pudor. E pra que pudor, ne? O dia 03 de maio foi comemorando com uma grande quantidade de pessoas em uma praca, haviam cartazes espalhados em toda cidade. Jah, agradece!

Publicado por: zeducarvalho | maio 5, 2008

Domingo em Montevideo

Domingo eh domingo em qualquer lugar mundo. Ta, tudo bem que que nao conheco tantos lugares assim, mas eh o que parece. Ruas com gosto de melancolia, poucos locais abertos, pessoas recolhidas em casa. Ainda mais no frio…

Ontem fui comer parrillada no Mercado del Puerto. Nada demais! Nada tao bom como um churrasco gaucho. Alias, se tratando de cultura sulista, os uruguaios sabem muito. Em todo canto, em qualquer horario, tem pessoas na rua tomando chimarrao. Voltando a parrilla, o mercado do porto eh uma graca. Um pedaco de cocha de galinha com pure de batata + uma coca-cola (aqui so vende em garrafinha de vidro) sai por 140 pesos uruguaios (7 dolares ou 14 reais). Muito barato! No Brasil, nao sairia por menos de 25 reais.

Hoje, segunda, comprei minha passagem de buquebus para Buenos Aires. Saiu por 790 pesos. Vou para a rodoviaria pegar um onibus ate a cidade de Colonia. De la pego um barco para Buenos Aires pelo Rio del Plata.

Publicado por: zeducarvalho | maio 4, 2008

Caminhar em Montevidéu

Caminho até a Ciudad Vieja (cidade celha) saindo da Plaza da IndependenciaDepois de dormir 16 horas initerruptas; perdi a nocao do tempo por causa do frio, sai para caminhar em Montevideu. A cidade é encantadora. Mais ainda o seu povo, muito simpático e hospitaleiro. Já me sinto em casa. A Cidade Velha (cidaud vieja) é simplesmente elegante. A tarde consegui presenciar uma feira  com antiguidades exóticas, roupas de couro, colecoes de caixa de fósforo, apresentacoes gratuitas de tango, dancas típicas do país, e outras curiosidades…

No final da tarde, fui a rambla (calcadao da orla) ver o por-do-sol. Maravilhoso! Pessoas de todas as idades pescando na regiao do porto foi, no mínimo, curioso .Pescar é entretenimento garatindo nos fins de semana. A arquitetura da cidade é encantadora, principalmente da regiao de Colonia e Maldonado.

Sem dúvida, a maior riqueza da cidade – que sao poquissimas – é o povo. Conversei com muita gente, todos me trataram muito bem. Adoram o Brasil! O último, um senhor que expoe na praca, disse que já foi a Bahia tres vezes, mas quer morrer no Rio de Janeiro. Acho que ele nao sabe da violencia e falta de sossego da cidade. Melhor ficar por aqui…

Amanha quero ir no Mercado do Porto, comer parrillada, a comida típica do Uruguai. 

 

Publicado por: zeducarvalho | maio 2, 2008

Montevideo: nada de modernidade

Rua 9 de julioA chegada

Imaginem um pais, onde país onde é possível atravessar de uma extremidade a outra, em apenas 7 horas. Agora, imaginem outro país, onde existem 3 gados para cada 1 habitante. Junte esses dois países e voce estará no Uruguai.

Há 10 minutos do aeroporto de Montevidéu, que fica há mais ou menos 1h de distancia da cidade, o aviao sobrevoava uma vasta planice esverdeada habitada por vacas e pequenas casas. Pensei: o aviao vai descer aqui? Nessa fazenda? Acho que Montevideu deve ser muito distante daqui, nao eh possivel que a capital do Uruguai seja aqui…

Depois de percorrer 1h ate chegar em Montevideu, ainda nao tinha me dado conta que estava na cidade. Casas muito velhas, carrocas andando entre os carros – que por sinal tambem sao bem antigos –, e nenhum sinal daqueles arranha-ceus tipicos das grandes cidades. Eh isso mesmo. A modernidade ainda nao chegou em Montevideu.

A cidade

Alguns trechos lembram muito a Av. Sete de Setembro (Salvador) ou a regiao do Centro (Sao Paulo). Casaroes antigos, predios do periodo colonial ou casinhas bem simples, que quase passaem despercebidas, compoem Montevideu. Seria injusto demais esquecer das estatuas. Inumeros monumentos historicos ao redor da cidade.

O meu hotel, por exemplo, esta datado em 1920. Enormes corredores com varios quartos, fachada da frente com aquelas sacadas (varandas) pequenas; tudo me faz lembrar os casaroes do Centro Historico de Salvador.

Precos

O peso uruguaio eh muito desvalorizado. Quando cheguei no aeroporto, um taxista disse que a corrida ate a Av. Uruguai, no centro de Montevideu, custaria 30 pesos. Achei que era muito caro, pois estava me baseando no real, e so depois fui me dar conta que o preco eh equivalente a aproximandamente 2 dolares, cerca de R$4,00. Muito barato, quase de graca. Mas foi interessante pegar o onibus e atravessar a cidade, tive a sensacao de estar em Feira de Santana.

Ainda e pouco para falar mais da cidade, vou procurar lugares para navegar durante a noite, ver o por-do-sol, e domingo ja quero ir para Buenos Aires. Acho que nao tem muita coisa para fazer aqui, vou investigar…

Consequencias

Hoje, quando cheguei no hotel e desarrumei a mochila, percebi que tinham roubado uma bolsa com meus itens eletronicos [carregador das pilhas da maquina, pendrivers, cabo usb para descarregar fotos etc]. Com isso, fica dificil atualizar constantemente o blog, mas, ainda sim, vou tentar. O computador, talvez da unica lan house da principal avenida de Montevideu, ainda usa disquete e nao tem entreda usb. Imaginem…

PS: o teclado esta em outro idioma, provavelmente espanhol. Por isso, o texto atropelou a gramatica portuguesa. Paciencia!

Publicado por: zeducarvalho | maio 1, 2008

Fuga n.2 – Mutantes

Hoje eu vou fugir de casa
Vou levar a mala cheia de ilusão
Vou deixar alguma coisa velha
Esparramada toda pelo chão
Vou correr num automóvel enorme e forte
A sorte e a morte a esperar
Vultos altos e baixos
Que me assustavam só em olhar

Pra onde eu vou, ah
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou

Faróis altos e baixos que me fotografam
A me procurar
Dois olhos de mercúrio iluminam meus passos
A me espionar
O sinal está vermelho e os carros vão passando
E eu ando, ando, ando
Minha roupa atravessa e me leva pela mão
Do chão, do chão, do chão

 

 

creditos: wladimir caze [www.silvahorrida.blogspot.com]

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