
Não estava programado. Viajar pela América Latina de mochila, sozinho e com pouco dinheiro, sempre me pareceu utopia. Mas, há 10 dias – isso mesmo, decidi me jogar “com a cara e a bagagem” há pouco tempo –, meu destino mudou.
Soube que as passagens de avião para alguns países vizinhos estavam muito baratas, tive a confirmação da notícia por uma agência e, no outro dia, resolvi me aventurar. Confesso que senti muito frio na barriga. Porém, se eu fosse racionalizar demais a idéia, poderia desistir, afinal, é a primeira vez que vou sair do País. E sozinho!
Viajar de mochila por lugares inóspitos e exóticos é uma atividade que pratico há alguns anos, desde a adolescência, para ser um pouco mais preciso. Começou com a Chapada Diamantina (BA), avançou para a Chapada dos Veadeiros (GO), e agora, chegará a quatro países latinos. Nada mal, não é?
A idéia de conhecer a América Latina sempre foi uma obsessão, principalmente, a rica região do Peru. Vivenciar novas culturas, ampliar os horizontes e a percepção, causam-me um bem-estar inexplicável. Sou fissurado pelo desconhecido, em viajar por lugares que não conheço, mesmo que esse lugar seja perto.
Para muitos, a idéia de “cair no mundo” de mochila pode parecer inconseqüente, o que não é verdade, pois na maioria das vezes a limitação financeira exige muito mais planejamento. No meu caso, é claro, não poderia ser diferente.
Desde que resolvi viajar, apesar do pouco tempo, devoro tudo que encontro pela frente sobre Uruguai , Argentina , Chile e Peru, seja no aspecto econômico, cultural, social e principalmente histórico, já que em parte deles viveram grandes civilizações.
O grande diferencial do mochileiro para os turistas mais afortunados está justamente no conhecimento prévio sobre o lugar a ser visitado. Ora, se tenho pouco dinheiro para muito tempo de viagem, o mínimo que posso fazer é me informar para conhecer o máximo de lugares possíveis.
Enquanto a maioria dos turistas recorrem a pacotes turísticos – com direito a guia, translado, hotel etc –, o mochileiro literalmente se joga nos lugares, no melhor do espírito on the road, do escritor beatnik norte-americano, Jack Kerouac.
É esse diferencial que pretendo relatar, a partir do dia 2 de maio, aqui no blog, através de textos e imagens: as impressões de um mochileiro sobre suas andanças, cidade por cidade, durante 1 mês e 20 dias, nos quatro países latinos.
A ordem, que por enquanto prevalece – durante o trajeto tudo pode mudar–, é a seguinte: Guarulhos (SP), Montevidéu (Uruguai), Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile), Valparaíso (Chile), Vina Del Mar (Chile), Atacama (Chile), Ariaca (Chile), Cusco (Peru), Machu Picchu (Peru), Lago Titicaca (Peru), Nazca (Peru), Arequipa (Peru), Amazonas (Peru), Lima (Peru) e o que ocorrer. Afinal, lidar com o imprevisível é o melhor e o maior desafio da viagem.
Dia 2 de maio, saio do aeroporto de Guarulhos (SP) e chego a Montevidéu, capital do Uruguai.
Até a próxima postagem!
Hasta la vista!